viernes, mayo 18, 2007

Museos escolares 16 (?)

A escola e o museu, o recalque e o fantasma
No final do século XIX, com a proclamação da República, a antiga Província de Minas Gerais se viu tomada pela busca de modernização e de rompimento com seu passado colonial e monárquico. Para isso, era preciso uma nova Capital. Ouro Preto, a velha Vila Rica, construiu-se de modo desordenado sob o ritmo da exploração do ouro, a partir do final do século XVII, entre montanhas, nuvens, frio, pedra e mofo, seguindo o padrão colonial de ocupação em torno de um caminho, mais tarde a rua “direita”.
Para os novos padrões higienistas e atendendo a um novo gosto e a uma busca de organização racional e hierárquica do espaço, que manifestasse o poder e sua desigual distribuição, surgiu Belo Horizonte, a nova e planejada Capital.No alto de uma colina, erigiu-se o centro de poder e de administração do Estado em torno do Palácio da Liberdade e da praça de mesmo nome. Com os edifícios das secretarias de Estado, da Biblioteca Pública, da sede da Arquidiocese, de poucos prédios residenciais, dentre os quais se destaca o Edifício Niemeyer, a Praça se tornou, ao longo do tempo, uma mistura de estilos unificada pelos jardins e por suas palmeiras imperiais que caminham em direção ao Palácio.
Exemplos de arquitetura art-nouveau estão ao lado das linhas brancas, sensuais e sinuosas do modernismo brasileiro, de prédios de estilo eclético, do monolítico bloco art-deco da Cúria da Arquidiocese e da combinação de todas essas referências arquitetônicas, que as espelha, talvez como paródia, no edifício pós-moderno desenhado por Éolo
Na cidade sem mar ou ponto de referência marcante, os novos habitantes sabem bem onde estão em relação a ela.É nessa Praça que foi construído o prédio que, durante anos, abrigou a Secretaria de Estado da Educação e, posteriormente, a partir de 1994, o Centro de Referência do Professor (Cerp) e o Museu da Escola, criados nesse ano.Inspirado no Musée National de L'Éducation de Rouen, na França, o Museu da Escola foi montado a partir de doações de acervos pessoais e de escolas, e constitui um dos raros museus dedicados à escola na América Latina. Abriga uma reserva técnica e reconstituições de antigas salas de aula que guardam a memória da educação pública e republicana do Estado, com ênfase na prática diária, cotidiana, do professor e de seus alunos. Seu acervo, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), é composto por cerca de cinco mil peças, entre mobiliário, objetos escolares, cartilhas e fotografias, que datam do século XIX e primeira metade do século XX.Esse patrimônio encontra-se agora seriamente ameaçado. O Governo do Estado decidiu transferir o centro administrativo para a região norte da cidade, num novo conjunto a ser ainda construído. A Praça deverá se transformar num circuito cultural, abrigando a sede da Orquestra Sinfônica do Estado e diferentes espaços educativos e culturais, em parceria com a iniciativa privada.Mas não o Museu da Escola, nem o Cerp. Não há mais lugar para a escola pública republicana na Praça.O prédio está sendo desocupado. O Cerp foi transferido para um bairro próximo, de um antigo órgão da Secretaria voltado para a construção de escolas e de equipamentos escolares. O Museu da Escola irá para o Instituto de Educação de Minas Gerais, antigo prédio da Escola Normal. Uma sala de exposição provisória já foi montada em seu salão nobre. Segundo fontes oficiais, o Museu será reaberto quando a Universidade do Estado de Minas Gerais, que ocupa parte do complexo, tiver sua sede transferida para outro local, mas não se sabe quando. O acervo, ao que parece, encontra-se encaixotado sem os devidos cuidados técnicos para sua conservação. ",1]
Maia.Para os belo-horizontinos, para aqueles que a cidade adotou, de passagem ou de definitivo, a Praça e seu conjunto é um marco geográfico e identitário.
Na cidade sem mar ou ponto de referência marcante, os novos habitantes sabem bem onde estão em relação a ela.É nessa Praça que foi construído o prédio que, durante anos, abrigou a Secretaria de Estado da Educação e, posteriormente, a partir de 1994, o Centro de Referência do Professor (Cerp) e o Museu da Escola, criados nesse ano.Inspirado no Musée National de L'Éducation de Rouen, na França, o Museu da Escola foi montado a partir de doações de acervos pessoais e de escolas, e constitui um dos raros museus dedicados à escola na América Latina. Abriga uma reserva técnica e reconstituições de antigas salas de aula que guardam a memória da educação pública e republicana do Estado, com ênfase na prática diária, cotidiana, do professor e de seus alunos.
Seu acervo, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), é composto por cerca de cinco mil peças, entre mobiliário, objetos escolares, cartilhas e fotografias, que datam do século XIX e primeira metade do século XX.Esse patrimônio encontra-se agora seriamente ameaçado. O Governo do Estado decidiu transferir o centro administrativo para a região norte da cidade, num novo conjunto a ser ainda construído.
A Praça deverá se transformar num circuito cultural, abrigando a sede da Orquestra Sinfônica do Estado e diferentes espaços educativos e culturais, em parceria com a iniciativa privada.Mas não o Museu da Escola, nem o Cerp. Não há mais lugar para a escola pública republicana na Praça.O prédio está sendo desocupado. O Cerp foi transferido para um bairro próximo, de um antigo órgão da Secretaria voltado para a construção de escolas e de equipamentos escolares.
O Museu da Escola irá para o Instituto de Educação de Minas Gerais, antigo prédio da Escola Normal. Uma sala de exposição provisória já foi montada em seu salão nobre. Segundo fontes oficiais, o Museu será reaberto quando a Universidade do Estado de Minas Gerais, que ocupa parte do complexo, tiver sua sede transferida para outro local, mas não se sabe quando. O acervo, ao que parece, encontra-se encaixotado sem os devidos cuidados técnicos para sua conservação.
Não se sabe exatamente onde está. As secretarias de estado da Educação e da Cultura, esta última responsável pela implementação do circuito cultural, não dão maiores informações. Quando se pronunciam, o fazem laconicamente: trata-se de uma decisão do Governo do Estado.Ao que tudo indica, é uma decisão é irreversível, esse eufemismo para o adjetivo “autoritário”. A escola não vai ao Museu. Talvez porque, ao contrário de museus de arte e outros museus históricos, o da Escola representa uma história que se prolonga, ainda hoje, e que se prolonga como um problema. Melhor recalcá-lo, já que – museu representativo dos ideais republicanos de uma escola para educação do povo – sua presença incomoda pelo seu testemunho do que não se efetivou, daquilo que não se construiu, de um ideal ainda muito distante da realidade. O Museu testemunha um fracasso.Pode ser que a Secretaria de Cultura prefira se ocupar da Cultura com C maiúsculo: aquela corporificada nas artes de maior visibilidade, na projeção de um novo ideal de cultura (e de educação, essa palavra sempre escondida nos monumentos, mesmo os documentais, como os museus), esquecendo-se de que a escola é, por excelência, o lugar de um fenômeno elementar da cultura: o da contínua elaboração e transmissão de uma cultura comum a novas gerações. Pode ser ainda que a Secretaria de Cultura prefira se ocupar daquilo que já está morto. A escola não morreu e sobrevive como um incômodo fantasma: está distante do sonho republicano de uma educação universal e pública. Melhor mesmo escondê-la no Salão Nobre do Instituto de Educação, outro ideal fracassado. As artes do fazer escolar, seus objetos, suas fotografias e livros, os depoimentos de antigos professores talvez não tenham, para a Secretaria de Cultura, o mesmo valor exótico, o mesmo apelo ao fetiche dos ofícios mortos do recém-inaugurado e belo Museu de Artes e Ofícios. O sonho republicano, sem o apelo dos relicários, parece coisa de somenos. Está vivo ainda. Melhor tirá-lo da Praça e recalcá-lo nos porões da antiga Escola Normal. ",1]
Não se sabe exatamente onde está. As secretarias de estado da Educação e da Cultura, esta última responsável pela implementação do circuito cultural, não dão maiores informações. Quando se pronunciam, o fazem laconicamente: trata-se de uma decisão do Governo do Estado.Ao que tudo indica, é uma decisão é irreversível, esse eufemismo para o adjetivo “autoritário”.
A escola não vai ao Museu. Talvez porque, ao contrário de museus de arte e outros museus históricos, o da Escola representa uma história que se prolonga, ainda hoje, e que se prolonga como um problema. Melhor recalcá-lo, já que – museu representativo dos ideais republicanos de uma escola para educação do povo – sua presença incomoda pelo seu testemunho do que não se efetivou, daquilo que não se construiu, de um ideal ainda muito distante da realidade. O Museu testemunha um fracasso.Pode ser que a Secretaria de Cultura prefira se ocupar da Cultura com C maiúsculo: aquela corporificada nas artes de maior visibilidade, na projeção de um novo ideal de cultura (e de educação, essa palavra sempre escondida nos monumentos, mesmo os documentais, como os museus), esquecendo-se de que a escola é, por excelência, o lugar de um fenômeno elementar da cultura: o da contínua elaboração e transmissão de uma cultura comum a novas gerações.
Pode ser ainda que a Secretaria de Cultura prefira se ocupar daquilo que já está morto. A escola não morreu e sobrevive como um incômodo fantasma: está distante do sonho republicano de uma educação universal e pública. Melhor mesmo escondê-la no Salão Nobre do Instituto de Educação, outro ideal fracassado. As artes do fazer escolar, seus objetos, suas fotografias e livros, os depoimentos de antigos professores talvez não tenham, para a Secretaria de Cultura, o mesmo valor exótico, o mesmo apelo ao fetiche dos ofícios mortos do recém-inaugurado e belo Museu de Artes e Ofícios.
O sonho republicano, sem o apelo dos relicários, parece coisa de somenos. Está vivo ainda. Melhor tirá-lo da Praça e recalcá-lo nos porões da antiga Escola Normal.
A quem poderia interessa Lili, a personagem de uma cartilha que introduziu gerações e gerações de crianças no mundo da escrita, que iam esperar a chegada de seu primeiro livro nas estações de ferro de uma antiga geografia mineira? A quem poderia interessar o caderno Avante!, com seu patriotismo e apelo à defesa da Pátria, escrita com P maiúsculo? A quem poderia interessar as memórias dos professores, de seu ofício, de seus fazeres, de sua arte de ensinar? As carteiras para dois alunos, seu tampo que se levanta, suas pernas de ferro moldadas pela Usina Esperança ou pela Usina Wigg, em Itabirito, o buraco do tinteiro, as reentrâncias para os lápis e as canetas, a mão que deseja acariciar os riscos talhados a canivetes, camadas sobre camadas de uma história a ser ainda contada, a ser ainda conhecida e pesquisada?É estranho como a escola se marca na memória das pessoas comuns: eu me lembro sempre de cenas como as de Amarcord, de Fellini. Não exatamente do que se aprendia, mas do olhar crítico e zombeteiro dos alunos diante do autoritarismo, às vezes (quase sempre, vá lá) do ridículo dos professores, da camaradagem e da rivalidade entre os colegas, das fugas para tocar punheta, para passear a sem rumo, para sentir o ar das manhãs sempre perdidas nas salas. Se foi assim com Fellini, é assim com a mais contida dona-de-casa. Alguns antigos esquemas retóricos sugeriam que se organizasse o discurso como uma casa: ela serviria de apoio à memória. Como esses antigos preceitos retóricos, a entrada no Museu da Escola de um novo visitante era quase sempre acompanhado de um grito, de um susto, de uma mão ao peito: de surpresa diante da casa toda – de toda a escola e uma vida – que um simples objeto sem valor, achado em sebos, descartados por bibliotecas, fazia trazer do passado. O professor de grego que tenta manter a cinza do cigarro intacta, a professora de matemática com peitos como chifres, a crueldade cometida contra um colega mais indefeso, o medo do mais forte, o uniforme, o livro, a letra, o único verso que ficou do poema. ",1]
A quem poderia interessa Lili, a personagem de uma cartilha que introduziu gerações e gerações de crianças no mundo da escrita, que iam esperar a chegada de seu primeiro livro nas estações de ferro de uma antiga geografia mineira?
A quem poderia interessar o caderno Avante!, com seu patriotismo e apelo à defesa da Pátria, escrita com P maiúsculo? A quem poderia interessar as memórias dos professores, de seu ofício, de seus fazeres, de sua arte de ensinar? As carteiras para dois alunos, seu tampo que se levanta, suas pernas de ferro moldadas pela Usina Esperança ou pela Usina Wigg, em Itabirito, o buraco do tinteiro, as reentrâncias para os lápis e as canetas, a mão que deseja acariciar os riscos talhados a canivetes, camadas sobre camadas de uma história a ser ainda contada, a ser ainda conhecida e pesquisada?
É estranho como a escola se marca na memória das pessoas comuns: eu me lembro sempre de cenas como as de Amarcord, de Fellini. Não exatamente do que se aprendia, mas do olhar crítico e zombeteiro dos alunos diante do autoritarismo, às vezes (quase sempre, vá lá) do ridículo dos professores, da camaradagem e da rivalidade entre os colegas, das fugas para tocar punheta, para passear a sem rumo, para sentir o ar das manhãs sempre perdidas nas salas. Se foi assim com Fellini, é assim com a mais contida dona-de-casa.
Alguns antigos esquemas retóricos sugeriam que se organizasse o discurso como uma casa: ela serviria de apoio à memória. Como esses antigos preceitos retóricos, a entrada no Museu da Escola de um novo visitante era quase sempre acompanhado de um grito, de um susto, de uma mão ao peito: de surpresa diante da casa toda – de toda a escola e uma vida – que um simples objeto sem valor, achado em sebos, descartados por bibliotecas, fazia trazer do passado. O professor de grego que tenta manter a cinza do cigarro intacta, a professora de matemática com peitos como chifres, a crueldade cometida contra um colega mais indefeso, o medo do mais forte, o uniforme, o livro, a letra, o único verso que ficou do poema.
No caso dos professores, dos antigos professores, o caderno de plano de aulas despertava sempre o indicador cheios de nós em direção à vitrine: eu fazia assim; aqui eu mudava, isto não dava certo, dispersava os alunos, ah, como custei a conseguir a vaga, naquela escola distante, a mãe pedindo a intercessão do prefeito, do vereador, do deputado.Mais que objetos, além que monumentos fracassados de um ideal incômodo que fica preso a nossas mãos, sem saber onde colocá-lo, o Museu da Escola era, poderia ser, poderia tornar-se um museu também dessa cultura que não se toca, desse universo de fazeres cotidianos e saberes, de modos de exercer ofícios – o de aluno; o do professor.Este texto é para lembrar que o ideal de uma escola republicana ainda vive. É nossa forma de não deixar esquecer que aqueles objetos, aqueles materiais efêmeros e sem prestígio – os cadernos, as lousas, o giz, o mapa, o cartaz, a cartilha, o livro, a cadeira, a pena, o tinteiro, o lápis – permitem reconstituir um mundo – aquele que não se toca, imaterial, já que incorporado nas mentes e nos corpos dos que estudamos: uma cultura – a da escola e de sua inserção no espaço social mais amplo. Este texto é para fazer lembrar que essa cultura e suas conflituosas relações com o mundo social ainda se prolonga nas desigualdades de nossa escola contemporânea. Para não deixar esquecer que essa instituição não resolveu ainda suas dificuldades para, de fato, contribuir para a transmissão cultural e para a re-elaboração de uma cultura cada vez mais marcada pela diversidade, tornando-a patrimônio de todos. Para lembrar que só assim, pela ação pedagógica da escola, podem ser incorporados os princípios de apreciação ética e estética necessários para transitar pelas mais diferentes esferas de produção cultural (inclusive os belos museus mantidos pela Secretaria de Cultura). Este texto é para não deixar esquecer, aos responsáveis por esse ato – para o qual não encontro outras palavras senão ignorância e barbárie – que o recalcado sempre volta, sempre volta como ameaça e como fantasma. Como aquelas professoras e aqueles alunos que, na antiga fotografia, olham-nos fixamente do passado.",1]
No caso dos professores, dos antigos professores, o caderno de plano de aulas despertava sempre o indicador cheios de nós em direção à vitrine: eu fazia assim; aqui eu mudava, isto não dava certo, dispersava os alunos, ah, como custei a conseguir a vaga, naquela escola distante, a mãe pedindo a intercessão do prefeito, do vereador, do deputado.Mais que objetos, além que monumentos fracassados de um ideal incômodo que fica preso a nossas mãos, sem saber onde colocá-lo, o Museu da Escola era, poderia ser, poderia tornar-se um museu também dessa cultura que não se toca, desse universo de fazeres cotidianos e saberes, de modos de exercer ofícios – o de aluno; o do professor.
Este texto é para lembrar que o ideal de uma escola republicana ainda vive. É nossa forma de não deixar esquecer que aqueles objetos, aqueles materiais efêmeros e sem prestígio – os cadernos, as lousas, o giz, o mapa, o cartaz, a cartilha, o livro, a cadeira, a pena, o tinteiro, o lápis – permitem reconstituir um mundo – aquele que não se toca, imaterial, já que incorporado nas mentes e nos corpos dos que estudamos: uma cultura – a da escola e de sua inserção no espaço social mais amplo. Este texto é para fazer lembrar que essa cultura e suas conflituosas relações com o mundo social ainda se prolonga nas desigualdades de nossa escola contemporânea.
Para não deixar esquecer que essa instituição não resolveu ainda suas dificuldades para, de fato, contribuir para a transmissão cultural e para a re-elaboração de uma cultura cada vez mais marcada pela diversidade, tornando-a patrimônio de todos. Para lembrar que só assim, pela ação pedagógica da escola, podem ser incorporados os princípios de apreciação ética e estética necessários para transitar pelas mais diferentes esferas de produção cultural (inclusive os belos museus mantidos pela Secretaria de Cultura). Este texto é para não deixar esquecer, aos responsáveis por esse ato – para o qual não encontro outras palavras senão ignorância e barbárie – que o recalcado sempre volta, sempre volta como ameaça e como fantasma. Como aquelas professoras e aqueles alunos que, na antiga fotografia, olham-nos fixamente do passado.
Nota final:
Este es el post No. 16 de la serie que dedicamos a Museos Escolares. Están espaciados en el blog pero esta vez aparecen dos seguidos. Ello se debe no sólo a la necesidad de informar y sensibilizar sobre la difícil situación del Museo de Minas Gerais. Sino, además, rendir cuenta de la exacta crónica que realiza su autor


Publicado por Antônio A. Gomes

sábado, mayo 05, 2007

Museos escolares 15


Sussidio didattico per la scuola elementare(primi del novecento).
Il vapore prodottodalla caldaia fa girare la ruota
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Il ricostruire come, dove, attraverso quali metodi, materiali, strumenti il bambino è stato non solo istruito ma anche educato a condividere cultura, comportamenti e, in definitiva, valori della classe adulta è oggetto di vivo interesse non più e non solo da parte dei pedagogisti.
Il museo risponde quindi alle esigenze scientifiche di storici, antropèologi, sociologi, etnografi, psicologi, fornendo loro la possibilità di confrontarsi con una serie di materiali che generalmente non vengono raccolti, conservati ed esposti né dai musei né dalle stesse istituzioni (scuole, collegi, circoli sportivi, parrocchie, ...) che li possiedono.
Questo museo, destinato quindi alla salvaguardia di un materiale eterogeneo, intende proporsi anche all'attenzione degli insegnanti e degli educatori in genere, per contribuire al rinnovamento della didattica della storia. Ciò è particolarmente evidente nella scuola elementare dove i programmi prevedono lo svolgimento di attività di ricerca in grado di coinvolgere direttamente gli alunni guidandoli ad individuare alcuni passaggi significativi nel processo di cambiamento storico delle realtà ad essi più vicine.
Il museo, offrendo l'opportunità di un confronto con quanto è avvenuto concretamente nella "scuola in azione", permette una più ricca comprensione del lungo cammino dell'educazione individuando costanti, verificando evoluzioni, consentendo di "far tesoro di ciò che è stato per migliorare ciò che è", finendo con l'offrire la consapevolezza che "la coscienza del passato è la faccia nascosta del presente" secondo la suggestiva immagine di Giovanni Genovesi che ha dedicato alla memoria della scuola alcune pagine assai significative in un suo saggio

Dipartimento di Scienze dell'Educazione

via degli Obizzi, 21-23 - 35122 Padova

e-mail: museo.educazione@unipd.it

Responsabile scientifico c/o Dipartimento di Scienze dell'Educazionetel. +39 049 8274786 - fax. +39 049 8274546 e-mail: patrizia.zamperlin@unipd.it

lunes, abril 30, 2007

La enseñanza religiosa a través del currículo y de los manuales escolares

Weyden: La Magdalena leyendo

VIII Congreso Iberoamericano de Historia de la Educación Latinoamericana

PANEL CERRADO
“La enseñanza religiosa a través del currículo y de los manuales escolares”

Este panel se inscribe dentro de las actividades que el Centro de Investigación MANES, con sede en la Universidad Nacional de Educación a Distancia (Madrid, España), lleva a cabo en colaboración con Universidades de América Latina http://www.uned.es/manesvirtual/portalmanes.html . Como en los anteriores Congresos Iberoamericanos de Historia de la Educación (México 2003 y Quito 2005), la organización de un panel en el que se aborde alguna temática relacionada con los textos escolares pretende reunir a una parte de los investigadores latinoamericanos asociados a MANES, para dar a conocer sus trabajos y los avances en este ámbito de la historia del currículo. En esta ocasión el tema a tratar, propuesto inicialmente por el Profesor Luiz Antonio Cunha (Brasil), es el de la importancia que han tenido en los planes de estudio y las tensiones que han provocado las enseñanzas religiosas durante los siglos XIX y XX, y cómo todo ello se ha plasmado en los textos e imágenes de los libros escolares. No obstante, no se abordarán solamente los contenidos religiosos propiamente dichos, sino también ciertas formas de socialización que han sacralizado héroes y mitos nacionales, como vía para la secularización de los sistemas educativos latinoamericanos.


Coordinadores: Luiz Antonio Cunha / Gabriela Ossenbach


Luiz Antonio Cunha (Brasil), Religião, moral e civismo na educação brasileira - 1931/97

Luis Alarcón Meneses (Colombia), Entre Dios y la Patria. La formación del ciudadano en Colombia a través de los manuales de Religión y Educación Cívica (siglos XIX y XX).

Margarita Hernández Laille (España), El papel de la Iglesia católica en la enseñanza del darwinismo en España a través de los manuales escolares.
Valentina Torres Septién (México), La enseñanza de la religión en México. Una aproximación a través de sus catecismos y manuales en el siglo XX.
Antonia Muscia (Argentina), Símbolos y cultos en una escuela sin Dios. Planes de estudio y manuales de la escuela argentina del siglo veinte.

María Auxiliadora Schmidt (Brasil), Polémica en torno a las propuestas de enseñanza religiosa en las tesis sobre la educación de la infancia presentadas a la Primera Conferencia Brasileira de Educación (1927).

Miguel Somoza y Cecilia Pitelli (España / Argentina), Creencia religiosa y socialización política en los manuales escolares del peronismo y del franquismo. Un estudio comparado.

Ana María Badanelli (España), El uso de las imágenes en la enseñanza de la Religión durante el franquismo.
Comentarista: Gabriela Ossenbach (España)
Para mayores informaciones consultar la página de la Sociedad Argentina de Historia de la Educación

miércoles, abril 25, 2007

Revista Língua Escrita


Ceale e Rede Escrita lançam revista eletrônica

Estará disponível no dia 30 de abril, na Internet, o primeiro número da revista eletrônica Língua escrita, um periódico quadrimestral voltado para a discussão de temas ligados à língua escrita, assim como de suas interfaces com a oralidade.
É publicada pela Rede Escrita e pelo Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale). Está aberta a colaborações.
É um periódico de natureza interdisciplinar, que publica trabalhos que auxiliam na compreensão das diferentes facetas da cultura escrita, de seus impactos, de suas formas de transmissão e apropriação, de sua natureza.
Publica, para isso, tanto trabalhos de natureza teórica quanto de natureza aplicada, assim como estudos bibliográficos, ensaios e documentos e fontes de difícil acesso, quer para possibilitar a discussão mais ampla desses documentos (quando se trata de textos contemporâneos), quer para incrementar o desenvolvimento de estudos históricos sobre o tema (quando se trata de documentos que são parte da memória do letramento do Brasil e em outros países).
Língua escrita publica trabalhos em português, inglês ou espanhol, assim como traduções de artigos redigidos originalmente em outras línguas, e tenham tido uma circulação restrita.
A Rede Escrita é resultante de uma associação de indivíduos e instituições brasileiras que busca o estabelecimento de relações de cooperação para o fortalecimento do campo de estudos sobre a alfabetização e a língua escrita.
A Rede foi construída com o apoio do Ministério da Educação, no quadro de seu programa de Centros de Formação Continuada de Professores e Desenvolvimento da Educação.
A revista se organiza com base nas seguintes seções:
· Estudos e pesquisas: contém ensaios, revisões bibliográficas, resultados de pesquisa
· Relatos de experiência: apresenta estudos de caso ou relatos de experiência com a apresentação de princípios e fundamentos, descrição do caso ou da experiência e análise critica
· Instrumentos pedagógicos: apresenta instrumentos para a ação pedagógica, propostas metodológicas e didáticas
· Documentos: reproduz documentos históricos ou contemporâneos para a divulgação de fontes para a história do letramento no Brasil ou para a discussão de temas controversos contemporâneos
· Resenhas: sintetiza e analisa criticamente livros publicados no País e no exterior
.Para maiores informações, consulte o Portal Ceale (www.fae.ufmg.br/ceale).
Publicado por Antônio A. Gomes Batista en
http://redesenlecturayescritura.blogspot.com

miércoles, abril 18, 2007

Jornadas de Bibliotecas Infantiles, Juveniles y Escolares




ENTRE LÍNEAS ANDA EL JUEGO La literatura infantil y juvenil como vía para la construcción del lector 15ª Jornadas de Bibliotecas Infantiles,Juveniles y EscolaresSalamanca, 31 de mayo, 1 y 2 de junio de 2007
La literatura infantil tiene una presencia evidente en nuestras sociedades desarrolladas. Sin duda y en algunos aspectos, se puede hablar hoy de una cierta equiparación con el mundo de la literatura que se dirige a los adultos: profusión de editoriales, cuota de mercado y fenómeno best-seller. Pero esta oferta literaria no presupone necesariamente lo que sería el principio básico de toda literatura, sobre todo de la infantil, cual es desarrollar el gusto y la afición a la lectura, sin olvidar además que, ésta última, suma un componente de formación literaria reglada. Esta situación hace que los mediadores entre la lectura y el libro se planteen como objetivo primordial acercar textos de calidad. Pero, ¿cómo determinar esos valores estéticos y literarios de forma adecuada?, ¿qué instrumentos pueden tener a su disposición para decidir qué textos pueden resultar válidos? En suma, ¿en qué tipo de acciones se pueden apoyar los profesionales para establecer un correcto itinerario lector? El objetivo de estas Jornadas es intentar estudiar los factores que ayudan a determinar la adecuación de los textos dirigidos a niños y jóvenes para su construcción como lectores, a partir del análisis de los fenómenos que se están produciendo en torno a la literatura: títulos estrella, libro-juegos, lectura de la imagen, etc. Y ofrecer también aquellos instrumentos que permitan valorar el peso literario de una obra y su necesaria presencia en los espacios lectores, así como desarrollar programas de lectura literaria atractivos y eficaces.
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Colabora:
Programa Información y alojamiento Boletín de Inscripción Inscripciones


Programa
31 de mayo, juevesMañana 9.30 - 11 h Entrega de documentación.11 – 12 h Visita al Centro Internacional del Libro Infantil y Juvenil. 12 - 12.15 h Presentación de las jornadas. 12.15 – 13.45 h CONFERENCIA INAUGURAL Cuando el mapa no es el territorio... pero ayuda a no perderse. La educación literaria para niños y jóvenes Teresa Colomer, profesora de didáctica de la Literatura en la Universidad Autónoma de Barcelona y especialista en literatura infantil y juvenil.Tarde 16.30 -18 h GRUPO DE TRABAJO¿Y a mí que me cuentas?: las imágenes en los libros para niños en las primeras edades. A través de actividades de observación, análisis y discusión de libros ilustrados nos aproximaremos a sus componentes y a la función de las imágenes en los libros para los más pequeños. El objetivo es aportar elementos para la selección y evaluación de este tipo de publicaciones. (SE TRABAJARÁ EN EQUIPOS). Cecilia Silva-Díaz e Irene Savino, especialistas en libro-álbum e imagen, respectivamente y miembros del equipo de Ediciones Ekaré.18-18.30 hPausa / Café.18.30- 19.30 h Grupos de trabajo (cont.).1 de junio, viernesMañana10 – 11.30 h MESA PARA DOSLectura y literatura infantil y juvenil en la sociedad globalizada Diálogo entre los dos especialistas sobre el tema propuesto, conducido por un moderador Gemma Lluch, profesora de la Universidad de Valencia y especialista en literatura juvenil y Pablo Barrena, escritor y crítico de literatura infantill y juvenil.11.30 - 12 h Pausa / Café.12 – 13.30 h EXPERIENCIAS Escenas del mundo de la lectura Una reflexión sobre cómo los adultos intervienen para ayudar a los niños y jóvenes a convertirse en lectores creativos, a través de la exposición de diversas experiencias.Aidan Chambers, profesor, escritor y crítico británico. Premio Andersen 2002. Tarde 16.30 - 18 h EXPERIENCIAS Cooperación formativa entre la biblioteca y la escuelaUn ejemplo de colaboración entre los centros educativos y las bibliotecas de Dresde, dando a conocer sus programas y actividades, dirigidos a los lectores.Sonhild Menzel, coordinadora de servicios para niños y jóvenes de las Bibliotecas Municipales de Dresde (Alemania).18 -18.30 h Pausa / Café. 18.30 - 19.30 h Grupos de trabajo (cont.).2 de junio, sábadoMañana11 - 11.30 h Presentación RED de SelecciónMiembro del equipo del Centro Internacional del Libro Infantil y Juvenil. 11.30-12 h Pausa / Café.12 -13.30 h CONFERENCIA DE CIERRE¿Y qué les contamos a los lectores de hoy? (que a ellos les interese escuchar) Lorenzo Silva, escritor, premio Apel.les Mestres, Nadal y Primavera de Novela.13.30 –14 h Conclusiones y cierre de las jornadas.

INFORMACIÓN
Fechas 31 de mayo, 1 y 2 de junio de 2007 Organiza Centro Internacional del Libro Infantil y Juvenil (CILIJ) de la Fundación Germán Sánchez RuipérezDerechos de inscripción 125 € (incluye la cena oficial del viernes 1)Lugar de celebración Sede de la Fundación, c/ Peña Primera 14 y 16. Salamanca Destinatarios Bibliotecarios, educadores, gestores culturales, editores y personas interesadas en el tema de las jornadas. Plazas limitadas. Se ruega soliciten la confirmación de la plaza. Se entregará certificado de asistencia.

jueves, abril 12, 2007

Museos escolares 14



The Museum Building
"Our village was blessed amongst other things with a well-endowed school. The building stood by itself, apart from the master's house, on an angle of ground where three roads met; an old grey stone building with a steep roof and mullioned windows."The museum is housed in the old school to which Thomas Hughes refers in his well-known novel "Tom Brown's School Days". Although the book deals mainly with Tom's public-school education at Rugby, the paragraph above is one of a number of descriptions given of the little school attended by the village children. Tom himself had a private tutor, but although he was taught at home, if he completed his studies he was allowed to go with a note to the school master who would then "release ten or twelve of the best boys an hour before the time of breaking up, to go off and play in the close"."The moment Tom's lessons were over, he would now get him down to this corner by the stables, and watch till the boys came out of school...Moreover his presence about the school door began to incense the master, as the boys in that neighbourhood neglected their lessons in consequence; and more than once he issued into the porch, rod in hand, just as Tom beat a hasty retreat...Even now they might have escaped, but that in the porch, barring retreat, appeared the crafty wheelwright, who had been watching all their proceedings. So they were seized, the school dismissed, and Tom and Jacob led away to Squire Brown as lawful prize."This illustration by Thomas Hughes's brother, shows the incident described above.The building was commissioned in 1617 by Thomas Saunders, a merchant who lived in Woolstone, a couple of miles away. When he died in 1644, his will charged his son (also Thomas) to endow the school with land and a house to provide for a schoolmaster in perpetuity.For the next 200 years the endowment, administered by the vicar and Churchwardens, provided almost all the education for the young of Uffington and Woolstone. The legacy still exists and is dispensed by the vicar and four residents of the two villages.The building is constructed of chalkstone blocks, known locally as 'clunch', and sits on a deep plinth of sarsen stones. The roof is of natural stone or 'stonesfield' slates. Part, at least, of the roof structure is original.The interior consists of one large room with a mezzanine gallery. The windows were placed high so that outside views would not distract the pupils during their work.The schoolroom became the village reading room when a new village school was built in Uffington during the 1850s and was used for evening studies by those children who had to work (perhaps on a farm) during the day. The charge for this was one penny per week.Now, in addition to housing Tom Brown's School Museum, it is used for Parish Council and community meetings.
Tom Brown's School Museum
Broad StreetUffington Oxfordshire SN7 7RACopyright © 1997-2007
Tom Brown's School Museum_uacct = "UA-615666-1";urchinTracker();

sábado, abril 07, 2007

Escrituras silenciadas



Segundo Congreso Internacional
“Escrituras silenciadas: Historia, Memoria y Procesos Cuturales”.
Alcalá de Henares
11-13 de diciembre de 2007
Presentación
Continuando con la temática del anterior Congreso celebrado en Alcalá de Henares el pasado año 2005, mantenemos en esta segunda convocatoria las cuestiones relacionadas con las escrituras prohibidas, censuradas, destruidas y de los ecos de testimonios silenciados, bajo el título de “Escrituras silenciadas: historia, memoria y procesos culturales”.
Esta vez hemos tomado como punto de referencia, además del mundo mediterráneo clásico de la época de Cervantes, -considerado como referencia inicial-, los movimientos independentistas de las colonias iberoamericanas de España. Siendo los grandes mutismos y claroscuros que América latina, esa gran desconocida, aún nos plantea los que nos preocupan en esta ocasión, cuando caminamos hacia el bicentenario de este señero acontecimiento.¿Cómo se gestó la coyuntura independentista?, ¿Cuáles fueron los pequeños y los grandes discursos acallados por intereses institucionales, ideológicos o económicos? y a la vez, ¿Como y por qué estos países terminaron convergiendo al estado de dependencia social, económica y cultural, que evidenciamos hoy?
Son además las Escrituras Silenciadas generadas por el gran poder globalizador ubicado en Roma: la Compañía de Jesús. La indudable hegemonía jesuita en la formación de la juventud y de la opinión a través de Colegios y Universidades es un factor fundamental en el abordaje del tema que nos ocupa en este Congreso. Siendo esta institución la que desde fines del siglo XVI en adelante, generó a través de una intrincada red de información por la cual circulaban avisos y advertencias inmersas en un halo de secretismo, los más importantes escritos silenciados de antes y de después de la Independencia, dentro de la dinámica de la hipocresía ambulante de los jesuitas.
Precisamente son aquellos testimonios ocultos y menospreciados por las grandes celebraciones y fastos lúdicos, los que nos interesan y que pretendemos enfatizar. Y calando en el tema aún más profundamente, es desde la gran “frontera mediterránea” y a través del movimiento de ida y retorno de protagonistas y de sus ideas, que el presente encuentro académico llama a reflexionar.
Finalmente, el Congreso quiere rendir homenaje al profesor e investigador Dr. José Francisco de la Peña Gutiérrez (Sevilla 5 de junio de 1944, Alcalá de Henares 18 de mayo de 1995), Quisco para tantos amigos, que tan a gusto se hubiera sentido participando de estas “escrituras silenciadas”.
Ilustración:
Francisco de Chaves escribiéndole al Rey.
Carta deBoán al Conde de Lemos (1610).
Archivio di Stato di Napoli
[Reproducido en Historia y Vida, 437 (Agosto, 2004), p. 84]

domingo, abril 01, 2007

Ecuador lee y escribe

Ilustración:
Imágenes de una escuela rural en Ecuador
ECUADOR-LEE-ESCRIBE se creó en Agosto de 2002, a partir del seminario-taller "Hacia un Ecuador que Lee y Escribe" organizado por el Ministerio de Educación con el apoyo de UNESCO y UNICEF, realizado en Quito y coordinado por Rosa Maria Torres.
El propósito era empezar a pensar, anticipadamente, una estrategia ecuatoriana frente a la Década de las Naciones Unidas para la Alfabetización (2003-2012), desde una visión ampliada y renovada de la lectura y la escritura.
La propuesta tomó luego la forma de una "Minga Nacional por un Ecuador que Lee y Escribe", orientada a impulsar la adquisición, desarrollo y uso de la lectura y escritura entre toda la población: niños, jóvenes y adultos, dentro y fuera del sistema escolar, inspirada en el espíritu de trabajo colectivo que caracteriza a la tradición indígena de la "minga".
La red virtual se conformó inicialmente con los participantes del seminario y cuenta hoy con cerca de 200 miembros, personas e instituciones interesadas en la investigación y el impulso de la lectura y la escritura, no sólo en el Ecuador sino a nivel latinoamericano.
La red funciona sin financiamiento de ningún tipo, lo que nos permite autonomía de pensamiento y acción. La tarea de Moderación se hace de manera gratuita, sin remuneración, como un e-servicio público del Instituto Fronesis.
Rosa María Torres del CastilloModeradora,
Ecuador-lee-escribe
Un e-servicio de Fronesis
se encuentran los mensajes circulados en la red hasta la fecha.
(Dados los límites de espacio en los grupos yahoo, periódicamente borramos algunos mensajes, sobre todo los referidos a noticias y eventos puntuales).
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Rosa María Torres
Moderadora,
Ecuador-Lee-Escribe
Un e-servicio de Fronesis
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martes, marzo 27, 2007

Un millón de años de soledad

















El siguiente es el relato de Gabriel García Márquez en el acto realizado en la mañana de este lunes en Cartagena con motivo del lanzamiento de la nueva edición de Cien Años de Soledad.
Fecha: 03/26/2007 -

Enviado por Luis Alarcón Meneses

"Ni en el más delirante de mis sueños en los días en que escribía 'Cien años de soledad' llegué a imaginar en asistir a este acto para sustentar la edición de un millón de ejemplares.
Pensar que un millón de personas pudieran leer algo escrito en la soledad de mi cuarto con 28 letras del alfabeto y dos dedos como todo arsenal parecería a todas luces una locura. Hoy las academias de la lengua lo hacen con un gesto hacia una novela que ha pasado ante los ojos de cincuenta veces un millón de lectores y ante un artesano insomne como yo, que no sale de su sorpresa por todo lo que le ha sucedido pero no se trata de un reconocimiento a un escritor.
Este milagro es la demostración irrefutable de que hay una cantidad enorme de personas dispuestas a leer historias en lengua castellana, y por lo tanto un millón de ejemplares de 'Cien años de soledad' no son un millón de homenajes a un escritor que hoy recibe sonrojado el primer libro de este tiraje descomunal.
Es la demostración de que hay lectores en lengua castellana hambrientos de este alimento.
No sé a qué horas sucedió todo; sólo sé que desde que tenía 17 años y hasta la mañana de hoy no he hecho cosa distinta que levantarme todos los días temprano y sentarme ante un teclado para llenar una página en blanco o una pantalla de computador con la única misión de escribir una historia aún no contada por nadie que le haga más feliz la vida a un lector inexistente.
En mi rutina de escribir, nada ha cambiado desde entonces. Nunca he visto nada distinto que mis dos dedos índices golpeando aún las 28 letras del alfabeto inmodificado y he tenido ante mis ojos en estos setenta y pico de años.
Hoy me toca levantar la cabeza para asistir a este homenaje que agradezco y no puedo hacer otra cosa que detenerme a pensar qué es lo que me ha sucedido.
Lo que veo es que el lector inexistente de mi página en blanco es hoy una descomunal muchedumbre abierta de lectura en lengua española.
Los lectores de 'Cien años de soledad' son hoy una comunidad que si se unieran en una misma tierra sería uno de los 20 países más poblados del mundo. No se trata de afirmación pretenciosa. Quiero apenas mostrar que hay una gigantesca cantidad de personas que han demostrado con su hábito de lectura que tienen un alma abierta para ser llenada con mensajes en castellano.
El desafío es para todos los escritores, poetas, narradores para alimentar esa sed y multiplicar esa muchedumbre.
A mis 38 años y ya con cuatro libros publicados desde mis 20 años, me senté en mi máquina de escribir y empecé: 'Muchos años después, frente al pelotón de fusilamiento, el coronel Aureliano Buendía había de recordar aquella tarde remota en que su padre lo llevó a conocer el hielo'.
No tenía la menor idea del significado ni del origen de esa frase ni hacia dónde debía conducirme. Lo que hoy sé es que no dejé de escribir durante 18 meses hasta que terminé el libro. Parecería mentira pero uno de los problemas más apremiantes era el papel de la máquina de escribir...
Tenía la mala educación de pensar que los errores de mecanografía o de gramática eran en realidad errores de creación y cada vez que los detectaba rompía la hoja y la tiraba al canasto de basura para empezar de nuevo.
Con el ritmo que había adquirido en un año de práctica calculé que me costaría unos seis meses de mañanas diarias para terminar.
Esperanza Araiza, la inolvidable 'Pera', era una mecanógrafa de poetas y cineastas que había pasado en limpio grandes obras de escritores mexicanos. Entre ellos 'La región más transparente' de Carlos Fuentes, 'Pedro Páramo' de Juan Rulfo.
Cuando le propuse que me sacara en limpio la obra, la novela era un borrador acribillado a remiendos, primero en tinta negra y después en roja para evitar confusiones. Pero esto no era nada para una mujer acostumbrada a todo en una jaula de locos.
Pocos años después 'Pera' me confesó que cuando llevaba a su casa la última versión corregida por mí resbaló al bajarse del autobús con un aguacero diluvial y las cuartillas quedaron flotando en el cenegal de la calle. Las que recogió empapadas y casi ilegibles con la ayuda de otros pasajeros las secó en su casa hoja por hoja con una plancha de ropa.
Y otro libro mejor sería cómo sobrevivimos Mercedes y yo con nuestros dos hijos durante ese tiempo en que no gané ni un centavo por ninguna parte. Ni siquiera sé cómo hizo Mercedes durante esos meses para que no faltara ni un día la comida en la casa.
Después de los alivios efímeros con ciertas cosas menudas, hubo que apelar a las joyas que Mercedes había recibido de sus familiares a través de los años. El experto las examinó con rigor de cirujano paso a paso con su ojo mágico las esmeraldas del collar, los rubíes de las sortijas, y al final volvió con una larga verónica de novillero. "Todo esto es puro vidrio"...
Por fin, a principios de agosto de 1966, Mercedes y yo fuimos a la oficina de correos de México para enviar a Buenos Aires la versión terminada de 'Cien años de soledad', un paquete de 590 cuartillas escritas a máquina a doble espacio y en papel ordinario dirigidas a Francisco Porrúa, director literario de la editorial Sudamericana. El empleado del correo puso el paquete en la balanza, hizo sus cálculos mentales, y dijo 'Son 82 pesos'. Mercedes contó los billetes y las monedas sueltas que le quedaban en la cartera y se enfrentó a la realidad: 'sólo tenemos 53'.
Abrimos el paquete, lo dividimos en dos partes iguales y mandamos una a Buenos Aires sin preguntar siquiera cómo íbamos a conseguir el dinero para mandar el resto. Sólo después caímos en la cuenta de que no habíamos mandado la primera sino la última parte. Pero antes de que consiguiéramos el dinero para enviarla, Paco Porrúa, nuestro hombre en la editorial suramericana, ansioso de leer la primera parte nos anticipó dinero para que pudiéramos enviarlo.
Así es como volvimos a nacer en nuestra vida de hoy".
27 de marzo de 2007

Ilustración:
Prueba de vitalidad
Mary Lozano
www.arteinc.org/marylozano/macondoespanol.htm

sábado, marzo 24, 2007

Tensiones del mapa digital

Ilustración:
El tamaño del territorio muestra la proporción de usuarios de internet que vivían en él durante 2002
En http://www.worldmapper.org/display.php?selected=336


Roxana Morduchowicz*

Un congreso internacional realizado hace unas semanas en la UNESCO, en París, comparó la relación de los jóvenes de diversos países con las tecnologías de la información y comunicación.
La utilización masiva de Internet es lo que más comparten los jóvenes de Europa y América latina. El 95% de los adolescentes europeos y el 85% de los latinoamericanos hacen uso de las nuevas tecnologías. La forma de utilización que hacen de ellas es también similar.
Los jóvenes, en América latina y en Europa, privilegian el chateo, la búsqueda de información, el correo electrónico y la música. Con la edad, crece también el uso de Internet para la escuela.
Uno de los aspectos más novedosos de esta generación es el uso simultáneo que hacen de los medios de comunicación y las nuevas tecnologías. En Francia, el 60% de los jóvenes ve televisión o DVD mientras navega por Internet y habla por teléfono. En Argentina, sólo el 20% de los adolescentes admite utilizar un medio a la vez.
La presencia de los padres en la relación de los chicos con Internet es muy baja tanto en Europa como en América latina. Casi el 80% de los adolescentes está solo cuando navega. La principal preocupación de los padres es el tiempo que pasan los jóvenes frente a la computadora, antes que los contenidos que exploran.
¿Cuáles son las diferencias entre los jóvenes europeos y los latinoamericanos? En primer lugar, el acceso a Internet en el hogar. Sólo un 11% de los adolescentes británicos no tiene Internet en su casa. En las ciudades de América latina, una cifra similar (15%) es la que sí la tiene.
El escaso acceso a Internet genera menor frecuencia de uso, menor diversificación en las prácticas y mayor presencia de los medios tradicionales.
La menor frecuencia empobrece también las formas de uso. Los jóvenes latinoamericanos usan Internet más para chatear y jugar, y mucho menos que sus pares europeos para buscar información, escuchar música y hacer la tarea.
El problema de esta escasa diversificación es que incide en los logros educacionales.
El nuevo mapa digital deja en claro que la brecha digital existe y afecta a los jóvenes de los países más pobres, para quienes la conectividad se concreta sólo algunas veces por semana, en un locutorio.

*Directora programa escuela y medios del Ministerio de educacion
Clarín, 24 de marzo de 2007